Departamento de Ecologia e Zoologia
  • Publicado em 22/09/2020 às 09:39

    Bem-vindo ao site do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina!

    Durante a Pandemia de Covid-19 na UFSC a maioria das Unidades Acadêmicas e Administrativas estão funcionando a distância. Para falar com um setor específico do ECZ, consulte os menus laterais.


  • Projeto ‘Restaurando Paisagens e Ecossistemas’ passa para última etapa de processo seletivo internacional

    Publicado em 26/03/2021 às 16:59

    O projeto de extensão Restaurando Paisagens e Ecossistemas, realizado pelo Laboratório de Ecologia de Invasões Biológicas, Manejo e Conservação (Leimac) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, chegou à etapa final do processo seletivo para apoio de projetos da European Outdoor Conservation Association (EOCA). O vencedor desta etapa, que será decidida por votação popular, receberá financiamento pelos próximos dois anos. As votações abriram nesta sexta-feira, 26 de março, e seguem até 9 de abril.

    Para votar, basta acessar o site da EOCA, descer até o fim da página e escolher o projeto Removing Biological invasions in Coastal Ecosystems, Brazil. Ao votar, será necessário aceitar os termos e condições. A EOCA não vai compartilhar nenhuma informação pessoal. Os dados associados a cada nome serão apagados após o encerramento da votação.

    O programa, que foi o único brasileiro selecionado para etapa final do processo, está ativo desde 2010, e desenvolve uma agenda socioambiental que tem como principal objetivo a restauração de áreas de restingas por meio do engajamento comunitário e da participação de voluntários. Cerca de 200 hectares de restinga foram restaurados desde o ano de fundação e mais 375 mil pinus foram eliminados.

    As árvores da espécie Pinus elliottii são nativas do Hemisfério Norte e foram trazidas para Florianópolis por meio de uma política pública dos anos 1960. Hoje, o assunto é tratado como invasão biológica, pois as sementes se espalham facilmente e comprometem a vegetação nativa e seus ecossistemas.

    Conheça melhor o projeto no vídeo da série Traduzindo Ciência, produzida pela Agência de Comunicação da UFSC (Agecom):

    Mais informações sobre as atividades desenvolvidas no programa podem ser obtidas no site do Instituto Hórus e no canal do Leimac/UFSC no Youtube.

    Por: Notícias da UFSC


  • Como será o expediente da UFSC durante os dias 15, 16 e 17 de fevereiro

    Publicado em 12/02/2021 às 15:25

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) não terá expediente nos dias 15 16 de fevereiro, segunda e terça-feira de Carnaval. No dia 17, quarta-feira, o expediente vai das 14h às 18h.

    As datas foram declaradas como ponto facultativo na Portaria nº 430, de 30 de dezembro de 2020, do Ministério da Economia, que determina os dias de feriados nacionais e pontos facultativos para cumprimento pelos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Os dias 15 e 16 estão destacados também no Calendário Acadêmico Suplementar Excepcional como dias não letivos.

    Por: Notícias da UFSC


  • UFSC na mídia: pesquisa gera e transmite conhecimento sobre biodiversidade de Santa Catarina

    Publicado em 04/02/2021 às 15:21

    A descoberta de uma planta cujo nome homenageia Demogorgon, o monstro da série Stranger Things; a descrição de uma espécie de fungo que já figura na lista de ameaçadas de extinção; o lançamento de dois livros voltados para o público geral; a realização de uma semana de ciência onde centenas de estudantes aprenderam sobre conservação da biodiversidade. Esses são alguns resultados alcançados em menos de dois anos pelo Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração – Biodiversidade de Santa Catarina (PELD-BISC), formado por um grupo de instituições e pesquisadores que fazem estudos sistemáticos sobre ecologia desde 2013 – e que continuarão pesquisando pelo menos até 2024.

    As pesquisas têm sido realizadas principalmente em uma das áreas mais importantes da Mata Atlântica no Estado: o Parque Nacional de São Joaquim (PNSJ), localizado na Serra Catarinense. Essa unidade de conservação federal, além de ter uma paisagem exuberante, apresenta características ecológicas únicas devido à sua topografia, ao histórico de uso da terra e à diversidade de ecossistemas.

    “Estamos formando pesquisadores e aumentando nosso conhecimento sobre a biodiversidade”, afirma Selvino Neckel de Oliveira, professor do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenador do projeto. “E estamos buscando interagir com as comunidades para mostrar as nossas descobertas. Elas são nossas aliadas para a preservação ambiental.”

    Leia a matéria na íntegra neste link.

    Fonte: Fapesc

    Texto: Notícias da UFSC


  • Pesquisadores da UFSC alertam para danos ambientais da enxurrada na Lagoa da Conceição

    Publicado em 28/01/2021 às 14:35

    Uma nota técnica assinada por pesquisadores dos projetos Ecoando Sustentabilidade e Veleiro Eco e dos laboratórios de Ficologia (Lafic), de Oceanografia Química e Biogeoquímica Marinha (Loqui) e do Núcleo de Estudos do Mar (Nemar) alerta para os possíveis prejuízos ambientais e riscos para a saúde humana do despejo de grande volume de esgoto tratado na Lagoa da Conceição, provocado pelo rompimento de uma lagoa de decantação da Casan. O incidente ocorreu na última segunda-feira, 25 de janeiro.

    Na nota, os pesquisadores sugerem a realização de análises e o monitoramento “químico, biológico e ecológico” na laguna, para mensurar os impactos do derrame e subsidiar a adoção de medidas de mitigação e restauração ecológica.

    O documento destaca que “a retenção de esgotos tratados em lagoas de maturação, decantação, evaporação ou infiltração é uma prática tecnicamente correta, desejável e preferível ao lançamento direto e contínuo dos efluentes em corpos de água naturais”. Alerta porém que é necessário o monitoramento da qualidade dessas águas e da estabilidade dos taludes e barragens associadas.

    Apesar da alta eficiência do tratamento do esgoto in natura, o grande volume de esgoto tratado contido no reservatório, “ao ser despejado pontualmente e bruscamente, representa uma entrada altamente impactante de compostos químicos e componentes biológicos estranhos à Lagoa da Conceição”. Esse despejo atípico de nutrientes e matéria orgânica “pode quebrar a resiliência ecológica remanescente e acelerar o processo de eutrofização, com consequente expansão das zonas mortas já observadas nas regiões mais profundas da lagoa”. A eutrofização é o crescimento exagerado de algas, levando à diminuição do oxigênio na água.

    Os pesquisadores destacam que a variação de salinidade decorrente da intrusão rápida de grande quantidade de água doce pode ter efeitos sobre organismos como plâncton, nectos e bentos (organismos que vivem no fundo da lagoa). As comunidades bênticas, consideradas de elevada importância para o equilíbrio ecológico do sistema, podem ser afetadas também pelos sedimentos (areia) arrastados pela enxurrada.

    Além dos prejuízos ambientais, o derrame também pode apresentar riscos à saúde humana. Conforme a nota técnica, ainda que o líquido extravasado seja de esgoto tratado, não se descarta a possível presença de patógenos residuais. Por isso será necessário analisar a qualidade da água, para monitorar a presença de patógenos já identificados na região, como o vírus da hepatite A. O documento sugere que, por precaução, seja limitado ou proibido o contato de pessoas nas áreas afetadas e entorno “até que seja realizada caracterização detalhada do evento, por meio de análises químicas e biológicas da água e do sedimento”.

    Veja a íntegra da Nota Técnica

    Por: Notícias da UFSC


  • Florestas ripárias do Cerrado e Pantanal ameaçadas por incêndios

    Publicado em 17/12/2020 às 14:26

    Grandes incêndios são cada vez mais comuns em savanas tropicais, como o Cerrado e o Pantanal. Novas descobertas científicas revelam que esses incêndios podem representar uma ameaça aos sensíveis ecossistemas de floresta ripária. Em outubro de 2017, um grande incêndio se espalhou pelas savanas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, queimando mais de 86 mil hectares de vegetação nativa e preservada (80% da área original do parque).

    Incêndio causou alta mortalidade de árvores em florestas ripárias na Chapada dos Veadeiros. Foto: Fernando Tatagiba

    Agora, um estudo publicado na revista britânica Journal of Applied Ecology mostrou que esse grande incêndio causou uma alta mortalidade de árvores em algumas florestas ripárias do parque. “Para nossa surpresa, as florestas mais impactadas foram aquelas que inundam durante a estação chuvosa”, explica Bernardo Flores, primeiro autor do artigo e pesquisador colaborador do Laboratório Interdisciplinary Environmental Studies (IpES/UFSC). Em algumas florestas, o incêndio causou um impacto leve, mas em outras, o incêndio foi destrutivo, matando quase todas as árvores e permitindo que gramíneas invasoras e outras plantas oportunistas, como cipós e samambaias, em poucos meses começassem a dominar o ecossistema. O incêndio também liberou nutrientes da floresta sobre o solo, que agora ficarão expostos à erosão.

    A floresta ripária é um habitat vital para grandes animais, como as onças, pois servem de abrigo em meio às savanas abertas. Florestas ripárias acompanham e protegem rios e outros tipos de cursos d’água, explica a professora da UFSC e também co-autora do artigo, Michele Dechoum. Quando incêndios reduzem a cobertura dessas florestas, eles podem desequilibrar cadeias alimentares e gerar efeitos em cascata, alterando ecossistemas inteiros. “Uma parte dessas florestas ripárias fica inundada na estação chuvosa, mas outras não. E nós comparamos o efeito desse incêndio entre esses dois tipos de florestas – as inundadas e as não inundadas – para saber se os efeitos variavam, onde seriam mais drásticos. As florestas temporariamente inundadas são mais impactadas do que as não inundadas – em algumas florestas inundadas, a mortalidade de árvores chega a 100% e o solo superficial foi queimado, levando à perda de nutrientes e a processos erosivos”, explica Michele.

    Leia a reportagem completa no Notícias da UFSC.